Vírgula

Álbum

Cantadas e approaches inacreditables

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Eu recebo umas muito ruins todos os dias, do tipo, "Ô lá em casa". É uma bosta, porque eu uso roupa curta e os caras não entendem que eu sou livre para usar o que quiser. Mas eu acho que passo cantadas boas. Um dia, eu estava na rua Augusta com um pessoal e apareceu um garoto muito bonito. Ele chegou e perguntou se a gente sabia onde era [a balada] Astronete. Eu dei a mão para ele e disse, 'Prazer, Astronete'.

Eu recebo umas muito ruins todos os dias, do tipo, "Ô lá em casa". É uma bosta, porque eu uso roupa curta e os caras não entendem que eu sou livre para usar o que quiser. Mas eu acho que passo cantadas boas. Um dia, eu estava na rua Augusta com um pessoal e apareceu um garoto muito bonito. Ele chegou e perguntou se a gente sabia onde era [a balada] Astronete. Eu dei a mão para ele e disse, 'Prazer, Astronete'.

Foto: Gabriel Nanbu

Eu recebo umas muito ruins todos os dias, do tipo, "Ô lá em casa". É uma bosta, porque eu uso roupa curta e os caras não entendem que eu sou livre para usar o que quiser. Mas eu acho que passo cantadas boas. Um dia, eu estava na rua Augusta com um pessoal e apareceu um garoto muito bonito. Ele chegou e perguntou se a gente sabia onde era [a balada] Astronete. Eu dei a mão para ele e disse, 'Prazer, Astronete'.
Eu fui a um casamento, e o garçom estava distribuindo caipirinha fraca em copo pequeno. Eu cheguei e perguntei, 'Será que você não tem nada mais forte?'. O cara só mostrou o braço e fez um muque. Foi ridículo.
A gente estava em um bloco de Carnaval, e um cara me parou e disse, 'Nossa, como eu nunca te vi no Tinder antes?'. Foi inusitado, eu tenho que confessar.
No meio da balada, um cara virou para mim e gritou, 'Você se machucou?'. Eu fiquei assustada, achando que tinha alguém querendo me roubar. Ele, então, completou: 'Você se machucou quando caiu do céu?'.
A pior foi, 'O que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa?'. Mas tem algumas cantadas criativas. Uma vez, em um bloco de Carnaval, um cara de camiseta branca me disse, 'Vamos jogar jogo da velha na minha camiseta. Se eu ganhar, ganho um beijo'. A camiseta já estava toda rabiscada, então dava para saber que ele já tinha se dado muito bem com a tática.
O cara chegou para mim e disse, 'Qual é o seu nome?'. Eu disse, 'Tais'. Ele fez uma carona e disse, 'Taísbelta'. Ele devia ter uns 15 anos.
O cara perguntou se o meu celular tinha sinal. 'Da´um toque no meu celular, só para eu saber se está funcionando?'. Eu só saí andando, mas acho que outras pessoas caíram nessa.
Eu dei um fora em um cara muito mais novo, mas ele insistiu dizendo: 'Não faz isso comigo. Não me esnoba porque meu pai e minha mãe morreram'. Foi a cantada mais bad que eu já levei.
Eu estava em uma balada e todo mundo estava se divertindo. Daí, chegou um cara bem bonito para falar comigo. 'Oi gata, vamos sair daqui para comer uma batata frita?'. Foi o xaveco mais furado que eu já ouvi.
Eu estava voltando das compras e, atrás de mim, um mendigo se esborrachou no chão. Eu virei, e ele disse: 'Ô Angelina Jolie, me leva de cavalinho?'. Eu rachei o bico e ofereci carona.
Eu estava passando na rua e o cara disse, 'Seu alargador combina com o meu'.
Eu estava bem legal e veio um Zé Fulano me fazer mal. Ele virou e disse, 'Eu não sou avião, mas viajei no seu estilo'. Essa foi a pior e me marcou.
Um cara chegou e disse que queria gravar um podcast comigo. Eu disse que não, que eu estava bem cansada e saí andando. O cara foi atrás de mim e disse que, na verdade, a história do podcast era pretexto para se aproximar. Foi uma aproximação bem horrível.