Vírgula

Álbum

Túnel do tempo dos principais figurinos da maior roqueira do Brasil

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No início do Mutantes, Rita apareceu na TV em 1967 com um coração pintado do lado esquerdo do rosto. Desenho que foi reproduzido loucamente pelos fãs da época que iam torcer pelo grupo nos famosos festivais de música brasileira do período.

No início do Mutantes, Rita apareceu na TV em 1967 com um coração pintado do lado esquerdo do rosto. Desenho que foi reproduzido loucamente pelos fãs da época que iam torcer pelo grupo nos famosos festivais de música brasileira do período.

Foto: Reprodução

No início do Mutantes, Rita apareceu na TV em 1967 com um coração pintado do lado esquerdo do rosto. Desenho que foi reproduzido loucamente pelos fãs da época que iam torcer pelo grupo nos famosos festivais de música brasileira do período.
No final dos anos 60, Rita aparece vestida de noiva numa clássica apresentação dos Mutantes. O uso da peça escandalizou até a mãe da cantora, Dona Romilda, que assistia a filha pela TV. Pouco tempo depois, Rita repetiria o figurino, mas dessa vez, com uma barriga postiça representando uma noiva grávida. O que escandalizou a sociedade e, novamente, sua mãe.
Na contracapa do segundo disco dos Mutantes (1969), na qual o trio aparece como extraterrestres. Destaque para o sexto dedo da mão de Rita, que a própria moldou com massinha de modelar.
Credencial da cantora para a apresentação do grupo no tradicional festival francês de música Miden.
No final dos anos 60, Rita usou diversas vezes este adereço de cabeça feito de camurça que comprou em um mercado de pulgas numa viagem a Londres. Na época, túnicas étnicas eram algumas das peças favoritas da cantora que, muitas vezes, remetiam  a um visual medieval.
Para deixar claro que o grupo era muito diferente do que se fazia na época, Rita resolveu vestir todos como bruxos. Aliás, durante pouquíssimo tempo o grupo chegou a ser batizado como "Os Bruxos". até que Ronnie Von sugere que eles troquem por Os Mutantes.
Na Rhodia, uma espécie de avó da São Paulo Fashion Week, Rita se apresentou  com espetáculos que misturavam música e desfiles de moda. O primeiro deles foi o Nhô Look, musical que contava a história de uma caipirinha.
Esta foto do Nhô Look Fashion Show representa a "Ritinha Malazarte", personagem da cantora que alcançava o estrelato.
Com o sucesso, ela partiu para o segundo musical da Rhodia, "Build Up" (1970), que se transformou no primeiro disco solo de Rita, ainda nos Mutantes. Visual boneca: os grandes olhos azuis da cantora ganham destaque com cílios postiços na pálpebra superior e inferior.
A cantora em um dos últimos shows antes de ser expulsa dos Mutantes, em 1972.
Rita no porão da casa de seus pais na Vila Mariana, em São Paulo, com sua cachorra Danny: momento de transição entre Mutantes e a próxima banda que a acompanharia, Tutti-Frutti.
Em 1974,  roqueira deixa para trás a menina loirinha que era nos Mutantes e, com aplicações de henna, torna-se ruiva. A cor de cabelo viria se tornar uma de suas marcas registradas e que atravessou décadas. Com visual inspirado nos super-herois, Rita abusava de botas altíssimas e tangas por cima das calças.
Rita posa com asinhas de borboleta em uma bike, ao lado do Tutti-Frutti. Curiosidade: a foto foi feita em pleno parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Capa do clássico "Fruto Proibido", disco de 1975, considerado um dos mais importantes do rock brasileiro. O figurino lânguido com instrumentos da cantora ao fundo dava o tom ao álbum que trazia sucessos como "Ovelha Negra" e "Agora Só Falta Você".
No famoso Festival de Saquarema (1975), ela foi a grande atração. Rita conseguiu alinhar sensualidade à atitude roqueira com um modelito que misturava calça justa ao corpo, transparência e luvas 7/8.
O disco "Entradas e Bandeiras" (1976), marcou um momento delicado da vida de Rita: a prisão por posse de drogas em plena ditadura militar. Segundo ela, as provas foram plantadas por policiais. Ela revelou no mesmo dia estar grávida e, portanto, não consumindo tóxicos. Para fazer a foto de capa, Rita abdicou das roupas e usou apenas um colar que, de tão valioso, precisou da presença de seguranças durante toda a sessão.
Ao sair da prisão, a cantora fez um show em São Paulo e não deixou barato: vestiu-se como presidiária e cantou para o público de 18 mil pessoas. Debochada que só, ela passou na frente de policiais com o traje, já que estava em prisão domiciliar e era vigiada a cada apresentação.
Em 1977, Rita se juntou a Gilberto Gil na turnê "Refestança". Na época, ela abusava de leggings brilhantes com bodies sobrepostos e escandalosas botas de plataforma. O figurino da imagem foi feito por dona Romilda, mãe de Rita, a partir de um tecido que a cantora trouxe de Paris.
Na turnê "Babilônia" (1978), Rita contou com um luxuoso auxílio: a estilista Barbara Hulanicki, que tinha a famosa loja Biba em Londres. A designer criou modelitos para Brigitte Bardot e, também, tinha como clientes ninguém menos que David Bowie, Mick Jagger e Marianne Faithful.
Durante a apresentação, Rita trocava de roupa inúmeras vezes. Um dos figurinos preferidos dela era essa fantasia usada na música "Eu e Meu Gato".
Colete e minissaia compõem o look da música  "Agora é Moda". Figurino também assinado por Barbara Hulanicki.
Ainda no show "Babilônia", para encarnar uma participante de concursos de beleza, Rita ironizava o glamour durante "Miss Brasil 2000".
Em 1979, na icônica capa do disco que trazia clássicos como "Mania de Você", "Doce Vampiro" e "Chega Mais". Apesar de só um pedacinho de roupa aparecer, aqui o foco é o olhar misterioso juntamente com os cabelos de fogo e o batom vermelho de Rita.
A cantora criou um visual de super-heroína futurista, com jaqueta de gola pontiaguda e casquete espacial, para lançar "Chega Mais", primeiro lugar das paradas na época, no Globo de Ouro da TV Globo.
Com agasalho esportivo e um boné de asinhas, Rita quebrou o tom de cerimônia ao aparecer ao lado de medalhões da música como Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa e Simone no especial da TV Globo, "Mulher 80".   O programa de Daniel Filho trazia os maiores nomes femininos da música brasileira.
Com macacão chiffon de seda da estilista norte-americana Norma Kamali, Rita posou para a capa do clássico  disco de 1980, que trazia sucessos como "Lança Perfume", "Baila Comigo", "Caso Sério", "Nem Luxo Nem Lixo", etc.
De patins, febre na época, Rita brinca com o filho mais velho, Beto, no quintal da casa que moravam no bairro do Pacaembu.
Ao convidar Rita para dividir os vocais em "Jou Jou Balangandans", para seu especial de 1980 na TV Globo, João Gilberto fez apenas um pedido: que a cantora estivesse usando um vestidinho. Na de jeans e camiseta! A insólita dupla para a época chocou o público, que depois aprovou a parceria.
No início dos anos 80, Rita adotou o visual "terninho e gravata", que remetia a um visual mais masculino, mas uma alfaiataria sempre cheia de bossa.
Em uma das capas mais icônicas do pop/rock brasileiro, Rita mais uma vez dispensa a roupa e aparece junto do marido e parceiro musical, Roberto de Carvalho, no disco de 1982. O álbum do "mar de plástico" foi o que mais vendeu da dupla, batendo o quase 3 milhões de cópias, e estourando nas rádios com "Flagra", "Cor-de-Rosa-Choque", "Barata Tonta" e "Só de Você".
Em foto promocional e em alguns shows da turnê "O Circo", de 1982/83, Rita usou  uma jaqueta de nailon comprada no Japão.
Capa do disco "Bombom" de 1983, cujo as fotos foram tiradas em P&B e coloridas posteriormente. O álbum teve sério problemas com a censura e só podia ser vendido para maiores de 18 anos. Os sucessos radiofônicos foram "On The Rocks", "Desculpe o Auê" e "Raio-X".
Ao visitar a "Cidade do Rock" para o primeiro Rock in Rio, de 1985, Rita usou uma peruca. O   motivo?  Ela havia repicado o cabelo e mostraria o novo visual no palco.
Com um conjunto de estampa de onça e uma bengala nas mãos, a roqueira posa com Roberto de Carvalho para a sessão de fotos de "Flerte Fatal" (1989). O disco trouxe sucesso como "Bwana", "Pega Rapaz" e "Xuxuzinho".
Na turnê "87/88", Rita sobrevoava o palco tocando uma flauta e usando saia de tule e sutiã em formato de cone. Isso, bem antes da turnê "Blond Ambition" (1990), quando Madonna popularizou o acessório.
No clipe de "Livre Outra Vez", gravado no centro de São Paulo, Rita optou por um visual despojado e usou camisa ampla e chapéu.
No final de 1990, no primeiro TVLeezão, Rita se vestiu de Mamãe Noel com figurino desenhado por Patricio Bisso.  Com o look, ele dublou "White Christmas" em seu programa nos primórdios da MTV.
Ainda no TVLeezão, em 1991, ela aposta em perucas para compor o clima flower power.
Vestida de Cleópatra  para o clipe de "Todas as Mulheres do Mundo", de 1993.
Com um macacão preto Rita contracena com o crânio de uma caveira, em referência a Hamlet no clipe de "Todas as Mulheres do Mundo".
No festival "Hollywood Rock" de 1995, a roqueira rezou uma 'Ave Maria' vestida de Nossa Senhora Aparecida. Nem precisa dizer que o fato chocou muita gente, precisa?
Usando calça e top colados ao corpo, com estampa que remetia a tatuagem,  a roqueira se apresentou no "Hollywood Rock" em plena forma aos 47 anos.
Rita se vestia de bobo da corte para cantar "Orra Meu" durante a turnê "A Marca da Zorra", em 1985. O figurino dos shows era de Chico Spinoza.
Em foto produzida para o disco "Santa Rita de Sampa" (1997), a cantora usa fraque  desenhado pelo estilista Ocimar Versolato.
O vestido, assinado por Ocimar Versolato, foi usado  paras as fotos de divulgação dos disco. No entanto, a peça foi desfilada por Rita em 1996 em uma apresentação do estilista na Estação Julio Prestes, no centro de São Paulo.
Em meados dos anos 90, Rita usou muitas peças com referências indianas. Essas referências étnicas estão presentes desde o início da carreira da cantora até os dias atuais.
Em 2001, Rita apareceu de casaco para as fotos do disco "Aqui, Ali, em Qualquer Lugar". O chapéu branco completa o look.
A roupa com estampa de frutas compõem o look de 2003. Na época, Rita estourou nas rádios   com "Amor e Sexo" e "Tudo Vira Bosta".
Com sapato de bico fino e calça de alfaiataria, Rita posou para fotos de 2007.
Num encontro com Hebe em sua casa, em 2011, Rita  deu a entrevista usando somente biquíni e chapéu com um corpo incrível aos 63 anos.
Em 2012, para lançar o disco Reza, Rita posou em sua casa, com roupas com referências étnicas, para as lentes do marido Roberto de Carvalho.
Em janeiro de 2013, Rita Lee é a atração principal do show do aniversário de São Paulo, no Anhangabaú. Ela usou uma blusa resgatada da época do "Lança Perfume" com um blazer.
Em 2015, Rita declara que cansou de ser ruiva e assume os frios brancos aos 67 anos. Mas a franja... Essa continua firme e forte!