Vinho não é nada complicado!
PEXELS Vinho não é nada complicado!

Se você não entende nada de vinho, mas adora beber: esse texto é para você. Afinal, com certeza você já deve ter notado que o rótulo do vinho vem cheio de informações e, sim, elas devem ser levadas em consideração na hora da compra, tá?!

Para ninguém mais ficar confuso, o sommelier Rodrigo Bertin, especialista em harmonizações e criador do projeto Vinho Mais, ajudou o Virgula a ensinar a diferença entre rótulos de vinhos e deu um "guia" pra não errar na escolha.

"O primeiro passo é verificar se é um vinho do velho mundo, ou seja, a Europa, ou do que chamamos de novo mundo, que são todos os outros continentes, incluindo Ásia e Oceania", explicou.

Os vinhos franceses, italianos, e de outros países da Europa, trazem o nome da vinícola em destaque. "Os rótulos dos vinhos dos continentes americano e africano, por exemplo, geralmente nomeiam o vinho e o usam como marca, deixando o nome da vinícola em menor destaque, mais embaixo, enquanto os europeus apenas se orgulham do nome da vinícola", explica.

Vinho não é nada complicado!
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"Normalmente os rótulos do velho mundo não colocam nem mesmo a uva utilizada, pressupondo que o consumidor vai saber qual é só de ver a região, diferente dos rótulos do novo mundo, que sempre indicam se é Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec, entre outras", ensinou o sommelier.

Rodrigo Bertin conta também que os vinhos da Europa costumam ter uma sigla que funciona como Apelação de Origem. "A sigla DOCG, por exemplo, significa Denominação de Origem Controlada e Garantida, e indica uma qualidade criteriosa de avaliação do vinho", explicou, destacando que as bebidas de outros lugares do mundo costumam não ter a sigla, que também pode ser IGT (ou IGP) e DOC (ou DOP) na Europa.

Reserva ou Reservado?

O especialista explicou que os vinhos podem apresentar classificação de qualidade como Reservado - exceto na Europa -, Varietal, Roble, Crianza, Reserva, Gran Reserva, e, por último, a classificação Premium ou Reserva Especial. "Os rótulos europeus seguem regras muito rígidas do governo dos países, que controlam a qualidade do vinho que consta essas classificações, mas no caso dos demais continentes, o padrão é menos rígido e pode haver variação na qualidade apesar do nome", explicou.

Para facilitar, os vinhos que vem com o termo Reservado é um vinho simples, sem estágio em barricas de madeira, sem complexidade. Muitos enólogos e sommeliers, dizem que o termo é apenas para confundir a cabeça dos consumidores, já que é só um vinho produzido em grande quantidade, sem padrões rígidos de qualidade. Já oReserva indica um vinho que passou por algum período de amadurecimento em barris, além do envelhecimento na garrafa.

Vinho Reservado
Reprodução Vinho Reservado

Entre o Reservado e o Reserva, existe o Varietal, que tem apenas um tipo de uva. Depois desses três, vem o Gran Reserva, que costuma ser o melhor vinho produzido naquela vinícola. Outro ponto é que engana-se quem vê o termo Crianza em um rótulo e acha que se trata de um vinho jovem. Geralmente, significa dizer que a bebida envelheceu 24 meses antes de ser vendida e ficou ao menos seis meses em barrica.

No entanto, o especialista destaca que as regras apontadas são apenas convenções, e podem variar conforme a marca. "Um produtor de vinho pode criar o rótulo que achar melhor, mas a maioria segue um determinado padrão", contou Rodrigo Bertin.

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O que mais precisamos saber?

Independente da origem, do tipo e da qualidade do vinho, existem algumas informações comuns a todos os rótulos. "A primeira delas é a safra, que mostra de que ano é o vinho", explicou o sommelier, alertando que 80% de tudo o que é produzido deve ser consumido ainda jovem. "Nem sempre o vinho mais antigo é o melhor, salvo raras exceções, por isso, dizemos que na maioria dos casos o vinho branco deve ser consumido em até 3 anos, e o vinho tinto em até 5 anos", resumiu.

A graduação alcoólica e o volume da garrafa também são informações presentes em todos os rótulos. "A graduação alcoólica dá uma ideia do quanto encorpado é o vinho (mais leves quando com menos de 12,5% e mais encorpados quando com mais de 13,5%), e o volume padrão das garrafas é de 750ml, mas há as meias garrafas com 375ml e as opções de 1,5L, mas são mais incomuns", finalizou.

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