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Comportamento

TCE cobra Governo de SP por compra de câmeras de vigilância sem licitação para Muralha Paulista

Por Da Redação
Tribunal de Contas cobra governo de SP por compra de câmeras de vigilância sem licitação (Foto: Divulgação)

Uma das bandeiras do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, O Muralha Paulista está sendo alvo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que pediu esclarecimentos sobre a compra de câmeras de vigilância sem abertura de licitação.

O pedido do TCE para que o Governo de SP explique a situação acontece dias depois da denúncia do deuptado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) e do advogado Dorival Assi Júnior, que entendem que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) usou a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, a Prodesp, para "burlar" a lei e firmar um contrato com a empresa particular Paladium Corp.

A Prodesp foi usada como intermediária pelo Governo de SP para o contrato com a Paladium Corp, o que, pela lei, dispensaria a necessidade da abertura de licitação para as câmeras de vigilância de outras tecnologias para ser empregadas no programa de monitoramento Muralha Paulista.

Luiz Fernando Teixeira e Dorival Assi disseram que a Prodesp foi usada como "cavalo de troia" para a contratação direta da Paladium Corp. Segundo as denúncias, a atitude seria uma "violação dos princípios de transparência e competitividade que devem nortear as compras públicas".

Prodesp e Paladium Corp firmaram o contrato em março deste ano. O documento tem validade de 60 meses. O contrato foi assinado na modalidade "parceria em oportunidade de negócio", que confere natureza associativa e dispensa obrigação de aporte financeiro imediato. Isso permitiria que tanto governo quanto a empresa analisassem a remuneração caso a caso.


Vale lembrar que o Tribunal de Contas do Estado tem autonomia na fiscalização e investigação dos contratos firmados pelo Governo do Estado com empresas privadas e, se comprovar irregularidades, pode recomendar alterações ou até mesmo a rescisão dos acordos.

O TCE agora vai analisar minuciosamente o contrato firmado entre a Prodesp e a Paladium Corp para entender porque a companhia foi usada como intermediária e quais os critérios foram levados em consideração para a escolha direta da Paladium Corp.

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