
habilidades humanas serão o maior diferencial da era digital (Foto: Divulgação)
Em um cenário onde algoritmos tomam decisões, escrevem textos, compõem músicas e até sugerem presentes, uma pergunta precisa ser feita: o que ainda nos torna insubstituíveis? Para o mentor em desenvolvimento humano Cesar Di Lascio, a resposta é clara: ser humano será a habilidade mais valiosa, e mais rara, no futuro do trabalho.
Em seu novo artigo, intitulado “Em terra de I.A., quem tem um coração é rei”, Cesar aponta que, embora a inteligência artificial esteja ocupando espaço em quase todas as esferas da vida profissional e pessoal, ela ainda não consegue replicar características exclusivamente humanas, como empatia, intuição, sensibilidade e consciência de si. “A IA pode ser eficiente, mas não é
espontânea. E espontaneidade é uma habilidade emocional exclusivamente humana”, afirma.
Segundo ele, o medo de ser substituído pela tecnologia é legítimo, mas mal direcionado. “Muito provavelmente, você não perderá seu emprego para uma inteligência artificial e sim para alguém que saiba usá-la melhor do que você”, alerta. Cesar explica que, assim como o domínio de ferramentas básicas como Excel e Word se tornou pré-requisito nos anos 2000, o uso de IA será o mínimo exigido. O que realmente fará diferença será a capacidade de integrar a tecnologia com habilidades emocionais e humanas.
Para não perder a conexão com o que nos torna únicos, o especialista propõe um “treino emocional” cotidiano. A prática envolve perguntas internas sinceras e momentos de introspecção: como está sua empatia? Você consegue se colocar genuinamente no lugar do outro? Consegue ouvir sua intuição e perceber quando está agindo com propósito ou apenas no automático? “Certamente essas capacidades ainda estão presentes em nós, mas muitas vezes adormecidas. O simples exercício de olhar para dentro com intenção já é um diferencial competitivo”, diz.



