Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, afirmou nesta sexta-feira (29) que não se arrepende de ter participado da Guerra do Iraque e nem de ter ajudado a depor o ditador Saddam Hussein. Em depoimento em inquérito sobre a participação da Grã-Bretanha no conflito, Blair garantiu que faria tudo de novo se preciso.



"A decisão que tomei, e francamente tomaria de novo, foi que, se houvesse qualquer possibilidade de que ele (Saddam) pudesse desenvolver armas de destruição em massa, nós deveríamos impedi-lo", disse.



Blair continuou seu discurso atacando o iraquiano, morto em 2006. Para ele, Saddam era um “monstro e acredito que ele ameaçava não apenas a região, mas também o mundo”.



O ex-primeiro-ministro respondeu perguntas por mais de seis horas. Depois disso, ainda foi posto de frente com membros do público, que criticaram sua postura quando fazia parte do governo britânico.