Uma multa de R$ 3 milhões aplicada ao grupo Bertin S/A, um dos maiores frigoríficos do País, ficou por quase nove meses parada no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O fato que gera desconfiança, de acordo com reportagem do jornal O Estado de São Paulo, é que o grupo já havia sido multado quando arrematou, durante leilão em agosto do ano passado, mais de 3 mil bois apreendidos em área desmatada irregularmente.
Quando o Bertin comprou os bois, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já havia gastado R$ 1 milhão para manter o rebanho apreendido e até admitia fazer um churrasco para as famílias inscritas no Fome Zero. Três leilões fracassaram por falta de interessados. Foi só no quarto leilão, realizado um mês após a multa aplicada ao frigorífico, que o gado foi vendido. Inicialmente, foi pedido R$ 3,1 milhões, mas o Bertin arrematou os bois por R$ 1,2 milhão.
Segundo a reportagem, o Ibama nega qualquer acordo com o grupo frigorífico. O órgão divulgou que a multa demorou a ser processada porque o auto de infração foi esquecido no armário de uma funcionária terceirizada do escritório do Ibama em Marabá, no Pará.
Legado
Ibama nega ter favorecido grupo frigorífico no caso da multa "esquecida"

Fontes: Da Redação



