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Léo da Bodega celebra raízes com vitória histórica na Corrida dos Bonecos

Por Da Redação
Léo da Bodega celebra raízes com vitória histórica na Corrida dos Bonecos

Léo da Bodega celebra raízes com vitória histórica na Corrida dos Bonecos (Foto: Divulgação)

Léo da Bodega celebra raízes com vitória histórica na Corrida dos Bonecos (Foto: Divulgação)

Para quem cresceu na Rua do Amparo, o Carnaval é mais que festa — é identidade. Em 2026, essa máxima se confirmou para Léo da Bodega. O artista, que na infância corria atrás dos bonecos gigantes como se fossem entidades mágicas, agora vê seu próprio rosto imortalizado na folia. A homenagem ganhou contornos épicos neste sábado (7), quando o boneco de Léo estreou vencendo a tradicional "Corrida dos Bonecos" na categoria "Pesado".

A vitória na Rua de São Bento ocorreu sob chuva e muita emoção. O bonequeiro Wallison Bruno Costa, veterano na prova e restaurador de arte sacra, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, honrando o legado de seu irmão William, heptacampeão da disputa. "Eu já sabia que ia ganhar. Não foi fácil sem ele, mas o legado continua em casa", desabafou Bruno, emocionado.

"Para quem é de Olinda, virar boneco é algo muito incrível. Deixar de ser apenas o espectador para virar personagem da festa é uma emoção que não cabe no peito", celebra Léo.

A conquista nas ladeiras serve de cenário para o clipe de "Bloco Campeão", faixa que mistura Frevo e Drill, com lançamento em fevereiro. O vídeo, dirigido por Hugo Muniz com participação da Tropa dos Gorillas, documenta a fusão entre o suor da tradição secular e a estética do streetwear proposta pela Head Media. Tudo isso é alicerçado pelo EP "A Folia Começa no Amparo", onde Léo resgata a sonoridade crua de Olinda ao lado da Orquestra do Avesso.

Sobre Léo da Bodega 

Nascido e criado na Rua do Amparo, no coração do Sítio Histórico de Olinda, Léo da Bodega, 30 anos, é hoje um dos nomes mais efervescentes da nova cena pernambucana. Criado em um ambiente artisticamente pulsante, Léo teve como padrinho o Mestre Salustiano, de quem herdou a conexão profunda com a cultura popular. Aprendeu rabeca aos seis anos e deu seus primeiros passos nos palcos como caboclo de lança do Maracatu Piaba de Ouro — marcando o início de uma trajetória artística múltipla e comprometida com suas raízes.

Ao longo dos últimos anos, Léo expandiu sua presença na cena local e nacional, envolvendo-se em projetos culturais, sociais e musicais que exploram a fusão entre estética urbana e tradição popular. Combinando trap, rap e ritmos pernambucanos, o artista conquistou notoriedade com suas faixas autorais e parcerias, ultrapassando mais de 1 milhão de streams combinados nas plataformas de streaming de áudio.

Consolidado como um dos grandes representantes da nova geração que atualiza a cultura olindense sem perder a essência, Léo da Bodega ampliou recentemente seu alcance nacional através da faixa “Beija-Flor”. A colaboração com a banda Maneva marcou o primeiro mergulho do artista no reggae, reforçando sua versatilidade e seu papel como uma ponte entre a tradição popular e a modernidade.

Hoje, Léo segue em ascensão, direcionando sua trajetória para a preservação da memória cultural de Olinda enquanto expande sua assinatura artística por novos gêneros, novos públicos e novas colaborações.

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