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Lucas Silveira (Fresno) participa de “Colateral”, novo álbum da SONIKA

Por Da Redação
Lucas Silveira (Fresno) participa de “Colateral”, novo álbum da SONIKA
Lucas Silveira (Fresno) participa de “Colateral”, novo álbum da SONIKA (Foto: Daniel Vasconcellos)

A banda pernambucana SONIKA apresenta o álbum Colateral, trabalho que sintetiza o percurso do grupo desde sua formação, em 2022. O disco reúne composições autorais, releituras e faixas inéditas desenvolvidas a partir da circulação por palcos, do contato com diferentes públicos e das mudanças na formação da banda ao longo desse período. A cena recifense dos anos 1990 aparece como referência conceitual e afetiva do álbum, relida a partir de uma perspectiva atual, sem romper com os elementos que estruturam a identidade do grupo desde o início.

Em Colateral, a SONIKA articula referências da música nordestina com abordagens contemporâneas. Frevo, maracatu, coco e caboclinho dialogam com rock alternativo, indie rock, punk, nu metal e música eletrônica. Guitarras, metais, percussões tradicionais e sintetizadores convivem ao longo do repertório, organizados a partir de contrastes e sobreposições que orientam a construção sonora do disco.

O título Colateral surgiu após a maior parte das composições e faz referência aos efeitos acumulados da experiência coletiva da banda. O álbum parte da ideia de consequência, entendendo o disco como resultado dos encontros, deslocamentos, aprendizados e transformações vividas ao longo do caminho.

A capa traduz esse conceito ao reunir elementos simbólicos relacionados à memória, ao corpo e ao acúmulo de experiências. As referências são organizadas como uma estrutura única, formada por camadas que se conectam, refletindo o caráter coletivo do processo de criação e sua dimensão humana.

A SONIKA é formada por Rafael Giordani, vocal e guitarra, Diogo Velho Barreto, guitarra, Edu Nogueira, baixo, e Peu Lima, bateria e voz. Colateral é o primeiro álbum completo gravado com Peu Lima na bateria e marca também a consolidação de Edu Nogueira na formação, cuja entrada influenciou diretamente os processos de criação musical, além da construção estética e da comunicação da banda.

O álbum foi produzido em parceria por Léo D, integrante do Mundo Livre S/A, e Rafael Giordani, com gravações realizadas no Estúdio Pólvora, no Recife. Além da produção, Léo D assina os sintetizadores e teclados, responsáveis por parte das camadas sonoras do disco. O processo criativo foi marcado por maior abertura às contribuições individuais dos integrantes e pelo aprofundamento das colaborações internas e externas.

Colateral conta com participações de Silvério Pessoa na faixa “Acumulador”, Lucas Silveira e Igor de Carvalho em “Atirador”, releitura da composição de Lula Queiroga, além de Fred 04, da Mundo Livre S.A., na faixa bônus “Candoca”. O disco também reúne contribuições de Luca Teixeira e Nilson Freitas na percussão e de Liudinho Souza, Fabinho Costa e Nilsinho Amarante nos metais, músicos ligados à Banda Sinfônica do Recife. As participações ampliam o diálogo entre tradição, cena local e diferentes gerações da música pernambucana.

Além do repertório principal, o álbum inclui duas faixas bônus. “Capricorniana” é uma releitura da composição de Tagore Suassuna e João Cavalcanti. “Candoca”, lançada originalmente como single em 2024, é assinada por Rafael Giordani e conta com a participação de Fred 04, estabelecendo um vínculo direto com o bairro de Candeias e com a história do manguebeat.

O lançamento do álbum é acompanhado pelo videoclipe da faixa “Acumulador”, que parte da metáfora do acúmulo material, emocional e simbólico para refletir sobre memória, excesso e identidade. Objetos cotidianos assumem função narrativa e constroem uma linguagem visual que transita entre o cotidiano e o surreal. O projeto inclui ainda uma série de seis episódios de bastidores, com entrevistas com equipe e elenco, ampliando o registro do processo de criação do álbum.

Colateral marca uma nova etapa da SONIKA, com maior definição estética e amadurecimento artístico. O disco reafirma Recife como centro conceitual do projeto e apresenta uma síntese das experiências vividas pela banda, apontando para desdobramentos futuros sem romper com sua base cultural e musical.

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