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Histórias 'fé na humanidade' na Parada Gay

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'Comecei a trampar em uma empresa com pessoas homofóbicas e me escondi, dizendo que curtia mulheres. Fiquei amigo de um hétero, e decidi contar para ele., mesmo com medo de ele me julgar.  Ele ficou chocado, mas, no dia seguinte, chegou e disse: 'Você é gay, e eu sou hétero. Você não vai querer me pegar, então vamos continuar amigos'. A amizade não mudou em nada. Ele fala de mulher, e eu falo de caras com ele'

'Comecei a trampar em uma empresa com pessoas homofóbicas e me escondi, dizendo que curtia mulheres. Fiquei amigo de um hétero, e decidi contar para ele., mesmo com medo de ele me julgar. Ele ficou chocado, mas, no dia seguinte, chegou e disse: 'Você é gay, e eu sou hétero. Você não vai querer me pegar, então vamos continuar amigos'. A amizade não mudou em nada. Ele fala de mulher, e eu falo de caras com ele'

Foto: Gabriel Nanbu

'Pessoas acham que, se você é skinhead, você é homofóbico. Não é porra nenhuma: foram os carecas que criaram esse estigma para o movimento. Eu sou skinhead e bissexual. Um dia, eu estava vestido no visual skin, de mãos dadas com um cara, e me chamaram de homofóbico. Eu fui lá e expliquei que os skins são pró-gays, e eles entenderam. Achei legal perceber que as pessoas são capazes de se livrar de preconceitos'
Pintei meu cabelo de verde, e, em um almoço de família, a minha mãe disse que isso era para mostrar que eu sou bissexual. Minha avó não sabia, e eu tinha a percepção de que ela era conservadora, por ser bem católica. Porém, ela ficou superanimada, disse para fazermos uma viagem juntas para contar sobre as experiências que ela teve quando era mais nova. Descobri que ela também gosta de experimentar'
'Sou um homem que nasceu mulher, e eu percebi isso recentemente. Pesquisei sobre transmasculinidade, e a primeira pessoa com quem falei sobre isso foi meu irmão. Eu disse, 'Acho que eu sou homem'. E ele disse, 'Beleza'. Ele perguntou meu nome masculino, e eu disse, 'Heitor'. Conversamos, e ele se despediu de mim dizendo: 'Boa noite, Heitor'. A leveza com que ele tratou o assunto foi linda'
'Desde quando eu era pequena, minha mãe me traz à parada gay. Ela me ensinou que qualquer forma de amor, independentemente de gênero, é válido. O respeito é algo que eu carrego para a minha vida. O fato de pessoas ficarem com pessoas do mesmo gênero é algo que ela nunca teve de me explicar: isso sempre foi algo natural no ambiente em que cresci'
'Comecei a trampar em uma empresa com pessoas homofóbicas e me escondi, dizendo que curtia mulheres. Fiquei amigo de um hétero, e decidi contar para ele., mesmo com medo de ele me julgar.  Ele ficou chocado, mas, no dia seguinte, chegou e disse: 'Você é gay, e eu sou hétero. Você não vai querer me pegar, então vamos continuar amigos'. A amizade não mudou em nada. Ele fala de mulher, e eu falo de caras com ele'
'As travestis sofrem todos os estigmas possíveis da sociedade. Eu consegui um trabalho de recepcionista depois de dez anos procurando emprego. O que me deixou feliz foi ouvir do meu chefe que eu sou um exemplo dentro da empresa. Acho que, pelo fato de lutarmos tanto e sermos tão discriminadas, procuramos sempre dar o melhor de nós'
'Sou um missionário católico franciscano homossexual e vim da Natal (RN), uma cidade de muito preconceito. Temos uma comunidade na zona norte, esquecida e pobre, e ficamos maravilhados com o fato de cada vez mais idosos católicos aceitarem os gays, mais até que os jovens. Um de nossos padres foi expulso da Igreja por celebrar um casamento gay, e pessoas de 80 anos ficaram ao lado dele'
'Meu pai me tirou do armário. Sentamos, e ele perguntou: 'Você é lésbica'? Ele ficou encanado e queria me fazer namorar meninos. Quando comecei meu namoro atual, ele percebeu o quanto isso fazia bem para mim e me aceitou. Outro dia, em um jantar de família, ele me perguntou: 'Eu apresento a Amanda como amiga ou posso apresentar como namorada?'. Ele a apresentou como namorada, e foi muito legal'
'Minha família é de Bauru e vive em um sítio, trabalha com cana e agropecuária. Meu avô foi general na ditadura militar e é conservador em vários aspectos, mas quando eu contei para ele que era gay, ele só me disse que era para eu nunca abaixar a cabeça e para lutar para as pessoas me respeitarem. E ainda brincou, dizendo: 'Mas você vai dar ou comer?'. Não há idade ára entender que estamos em uma nova sociedade'
'Quando minha mãe descobriu que eu namorava um cara que frequentava a minha casa, ela chegou em mim e disse que meu namorado era muito bem vindo em casa. Foi isso que me deu forças para militar pela causa LGBT, para lutar por um mundo mais justo. Ela só tem medo da violência contra os gays. Uma frase dela de que sempre lembro é: 'Sempre trate os outros da forma que você gostaria de ser tratado''
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