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Repercussão nas redes sociais da morte de Antônio Abujamra

Foto 4 de 10

Provocar, instigar e confrontar: Abujamra, que nos deixou esta manhã, é uma das melhores partes da história do teatro e da TV brasileiros. Ainda que muitos tabus sejam encarados com reservas pela TV, Abujamra os explorava em seu programa - Provocações - como o fazia no teatro. Com o personagem Ravengar, da novela "Que rei sou eu?", da Globo, ganhou popularidade, o que levou seu enorme talento na arte de interpretar para um público alijado do direito às artes vivas. Contudo, seu olhar crítico sobre o mundo não poupava nem mesmo o teatro. O nome de sua companhia - "Fodidos privilegiados" - mostra a contradição existencial desses trabalhadores da cultura, divididos entre a delícia de se dedicar a uma arte viva milenar e a dor de não contar com políticas públicas de fomento ao teatro.
Entrevistador que odiava dar entrevistas e grande crítico da superficialidade da própria televisão ao tratar das vulnerabilidades sociais, deu-me o privilégio de também ser provocado (https://youtu.be/ADS3PtMjAxI).
Ironicamente falamos sobre morte naquela ocasião. Hoje faço justiça à nossa foto.

Provocar, instigar e confrontar: Abujamra, que nos deixou esta manhã, é uma das melhores partes da história do teatro e da TV brasileiros. Ainda que muitos tabus sejam encarados com reservas pela TV, Abujamra os explorava em seu programa - Provocações - como o fazia no teatro. Com o personagem Ravengar, da novela "Que rei sou eu?", da Globo, ganhou popularidade, o que levou seu enorme talento na arte de interpretar para um público alijado do direito às artes vivas. Contudo, seu olhar crítico sobre o mundo não poupava nem mesmo o teatro. O nome de sua companhia - "Fodidos privilegiados" - mostra a contradição existencial desses trabalhadores da cultura, divididos entre a delícia de se dedicar a uma arte viva milenar e a dor de não contar com políticas públicas de fomento ao teatro. Entrevistador que odiava dar entrevistas e grande crítico da superficialidade da própria televisão ao tratar das vulnerabilidades sociais, deu-me o privilégio de também ser provocado (https://youtu.be/ADS3PtMjAxI). Ironicamente falamos sobre morte naquela ocasião. Hoje faço justiça à nossa foto.

Foto: Reprodução/Facebook

A maioria dos brasileiros certamente não sabem, mas o país perde mais com a ausência de homens como Antônio Abujamra do que qualquer mensalão, privataria ou Petrobras. "O governo nunca valorizou a inteligência no nosso país. O estado do Brasil é resultado da estupidez dos governantes, dos arquitetos, dos intelectuais, dos artistas, dos jornalistas... de todo mundo. É a nossa estupidez”. A. Abu
Um causo em família pra dizer o que o ‪#‎Abujamra‬ significava pra mim:
Minha mãe é uma intelectual-feminista-de-esquerda que tem novela na sua lista de "coisas bestas para as quais não tenho a menor paciência". Quando o Abu participou de novela da Globo, minha mãe não alterou para baixo o conceito dele ("vendido para o sistema!"). Era tão sólida sua opinião sobre o homem, que ela deu um ponto para a novela. E olha que minha mãe é chata, viu.
GRANDE Abujamra. Ouvi dizer que andava muito abatido, mas o filho dele disse que estava ótimo ontem à noite. Que bom. Desejo paz e descanso à sua mente e, como aspiramos na minha religião, "um renascimento auspicioso". Om Mani Padme Hung. 
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As pessoas podem achar que é jogo de cena dizer "que honra vir ao seu programa", mas eu fiquei MESMO envaidecida, emocionada, "UHU!" quando o Abu me convidou para o Provocações.
Provocar, instigar e confrontar: Abujamra, que nos deixou esta manhã, é uma das melhores partes da história do teatro e da TV brasileiros. Ainda que muitos tabus sejam encarados com reservas pela TV, Abujamra os explorava em seu programa - Provocações - como o fazia no teatro. Com o personagem Ravengar, da novela "Que rei sou eu?", da Globo, ganhou popularidade, o que levou seu enorme talento na arte de interpretar para um público alijado do direito às artes vivas. Contudo, seu olhar crítico sobre o mundo não poupava nem mesmo o teatro. O nome de sua companhia - "Fodidos privilegiados" - mostra a contradição existencial desses trabalhadores da cultura, divididos entre a delícia de se dedicar a uma arte viva milenar e a dor de não contar com políticas públicas de fomento ao teatro.
Entrevistador que odiava dar entrevistas e grande crítico da superficialidade da própria televisão ao tratar das vulnerabilidades sociais, deu-me o privilégio de também ser provocado (https://youtu.be/ADS3PtMjAxI).
Ironicamente falamos sobre morte naquela ocasião. Hoje faço justiça à nossa foto.
Abu, amado...descanse em paz
Abuja ! Vai com Deus ou com quem você quiser ir! Nao esquecerei o medo q eu tinha qdo cruzava c ele nos corredores da Cultura. RIP Ravengar!
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"Embora minha cabeça não tenha mudado, as viagens serviram para que eu me conhecesse melhor e tomasse um rumo, após perceber que a essência do meu progresso estava em poder aceitar a minha decadência. Ou seja, progredir até morrer, porque viver é morrer. E não me arrependo de nada."
Antônio Abujamra
Tive a honra de ser entrevistado por Abu. Perdemos um artista completo e um homem bom. Fica em paz.
Antonio Abujamra in memoriam